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Quando o filme começou a ser produzido, Eleonor não
seria
necessariamente
um Mustang. "Nós realmente queriamos ver um GT40 atravessando
L.A., voando baixo no rio L.A., fazendo tudo aquilo."
Diz o designer de produção Jeff Mann. Quando o pessoal
de Jeff fez o orçamento da utilização do GT40 no filme,
perceberam seria impraticável utilizá-lo pois o custo
ficaria em torno de 90 milhões de dólares, então voltaram
para o Mustang.
"Nós estavamos procurando por um GT500 1967. Ele é um
carro excelente, sem dúvidas," continua Jeff, "mas ele
ia contra aqueles outros carros!" Isto preocupava em
um filme que estaria cheio de Ferraris. "No contexto
de todos aqueles outros carros, ele nao seria necessariamente
o carro mais sessacional a aparecer no filme. Mas quando
Jerry convenceu-me a fazer mudanças nele, pedimos a
Steve Stanford um famoso ilustrador de Hot Rod que desenhasse
para nós. Então ele fez uma ilustração de um GT500 1967."
O designer Chip Foose foi contratado pela produção para
tornar o trabalho de Stanford em realidade, Foose criou
um protótipo do carro alterando os farois da frente
e as lanternas atrás. Ele projetou o capo do motor,
as saias laterais, as entradas de ar e outras partes
de fibra de vidro que seriam utilizadas no carro. A
grade frontal foi baseada em uma peça originalmente
desenvolvida para o Chevy Astro e para finalizar Foose
colocou as rodas aro 17"x8" polegadas com pneus P245/40ZR17
Goodyear Eagle F1.
Nenhum dos escapamentos laterais e nem a tampa de combustível
cromada na coluna lateral são funcionais em nenhuma
das Eleonoras vistas no filme. Por que? Primeiro, porque
fazer o escapamento lateral funcionar verdadeiramente
é difícil, considerando a maneira como o Mustang 1967
é construído. E segundo, eles não precisavam funcionar.
Uma vez as peças do protótipo terminadas e os moldes
feitos, o projeto foi entregue nas mãos de Ray Clarig
da Cinema Vehicle Services (CVS), onde construíram Eleonor.
Construindo Eleonor
"Em todo o meu tempo neste negócio", explica Ray Clarig,
"este foi o show mais difícil". Devido ao tempo em que
Eleonor teria que aparecer na tela e as manobras que
teriam que ser feitas, várias Eleonoras tiveram que
ser construídas. Foram construídas 12 Eleonoras para
o filme, incluíndo o protótipo, que não aparece no filme.
A construção das Eleonoras começou com a divulgação
de anúncios para compra de 1967 e 1968 Mustangs Fastbacks.
A CVS conseguiu os carros com motor 289 e ao menos um
deles era um Mustang GT com motor 390.
Devido aos carros terem que fazer diferentes coisas
durrante o filme, não construíram duas Eleonoras iguais.
Todos os carros são rebaixados, mas alguns deles receberam
reforço de suspenção da Total Control. Alguns foram
projetados para escorregar nas curvas, alguns para sobreviver
a um salto, e outros para serem destruídos. Ao menos
um carro foi envenenado para correr no canal de concreto
do Rio de Los Angeles.
As Eleonoras foram um misto de trabalho de design e
engenharia. Os carros foram feitos para se apresentarem
bonitos no filme e para fazerem bem suas tarefas.
Das 12 Eleonoras construídas, 7 sobreviveram ao fim
do filme e voltaram para as posses da CVS. Dois dos
carros foram destruídos fazendo o polêmico salto do
fim do filme. O salto foi feito em duas partes. Primeiro
o carro pulou a rampa e foi destruído durante a aterrissagem.
O outro carro fez um salto grande e aterrissou em uma
pilha de caixas macias. De acordo com o coordenador
de manobras Jonhny Martin, o carro está em estado razoavelmente
bom. Outro carro foi levantado por cabos até uma parte
do salto e solto para que fosse feita a aterrissagem.
E finalmente, outro foi destruído ao saltar para fora
da pista da ponte, este carro foi destruído totalmente.
Mais duas Eleonoras foram destruídas, uma quando foi
levantada pelo guindastre no ferro velho e outra no
demolidor de carros.
A Eleonor Mais Bonita De Todas
Entretanto ela não aparece no filme, a mais bonita Eleonor
de todas foi construída pela CVS para o produtor Bruckheimer.
Ela é um verdadeiro 1967 Shelby GT-500. A saída de escapamento
lateral funciona e também a entrada de combustível na
coluna lateral. Algumas peças da Total Control foram
colocadas, mas a suspensão nao foi tocada.
A décima terceira Eleonor, possui o motor 428 com o
cambio original automático trocado para um de quatro
marchas.
texto
retirado do web site : Mustang Clube SP
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